A saliva é uma substância secretada no trato aerodigestivo superior para auxiliar nas funções digestivas e de proteção. Quem a produz são as glândulas salivares que, de acordo com seu tamanho e localização, são classificadas como:
Tanto as glândulas salivares maiores quanto as menores podem desenvolver tumores, sendo em sua maioria nódulos benignos (75% do total). Os nódulos malignos (cânceres das glândulas salivares) correspondem a 0,3% – 1% dos tumores malignos que podem ocorrer no corpo e a 5% dos tumores malignos de cabeça e pescoço.
Em tumores benignos das glândulas salivares, os tipos mais comuns são:
Esses tumores benignos raramente recidivam e se tornam malignos. No caso do adenoma pleomórfico, a transformação maligna gera o carcinoma ex-adenoma pleomórfico, mas isso só ocorre após a existência da forma benigna por mais de 15 anos.
Em cânceres das glândulas salivares, ou seja, tumores malignos, os tipos mais comuns são:
A maioria dos tumores, sejam benignos ou malignos, se manifesta como uma massa indolor. Quando os malignos crescem, podem invadir nervos, podendo causar:
Podem também aparecer nódulos ou inchaços nas bochechas, na região anterior ao ouvido, no pescoço (abaixo da mandíbula) ou na boca.
Feridas na boca que não melhoram após três semanas, principalmente no céu da boca, assim como dores na boca, na mandíbula, nos ouvidos ou no pescoço que não melhoram mesmo com uso de analgésicos comum também são sintomas.
Diante de sintomas, um exame clínico realizado por médico especialista em cabeça e pescoço pode levar à suspeita de tumor nas glândulas salivares.
O diagnóstico necessariamente depende de uma biópsia. Confirmado o câncer, são realizados exames de imagem – tomografia computadorizada e ressonância magnética – para localizar o tumor e determinar sua extensão tanto local quanto à distância (estadiamento do tumor).
A maioria dos casos de tumores das glândulas salivares é tratada com cirurgia para a remoção do tumor seguida de radioterapia. Em alguns casos, pode ser indicada também a quimioterapia.
Não há como prevenir a formação de tumores nas glândulas salivares, mas o diagnóstico precoce é a melhor forma de aumentar as chances de cura. Por isso, à primeira manifestação dos sintomas é importante procurar ajuda médica especializada para um diagnóstico rápido e o início do tratamento.
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